quarta-feira, 30 de setembro de 2009

ARTE TERAPIA


Terapia em Grupo

Professora Monaliza
1º encontro 26/09/2009


O valor das coisas
Marta Medeiros

Desinformados, dificilmente conseguimos diferenciar o raro do medíocre. O valor das coisas está no conhecimento das coisas. Outro dia estava assistindo a um programa de tevê que mostrava relíquias da dinastia Ching, especialmente vasos. Peças de valor incalculável, que não eram cedidas nem mesmo a museus, estavam confinadas numa espécie de bunker chinês, preservadas de qualquer olhar. Fiquei pensando: se alguém colocasse um vaso daqueles numa feira de artesanato ao ar livre, junto a outras quinquilharias, as pessoas talvez pagassem 40 reais por ele, não mais. O mesmo poderia acontecer com uma gravura de Roy Liechtenstein misturada a cartoons expostos numa mostra universitária, ou com um colar do designer Antonio Bernardo pendurado na parede de uma loja de bijuterias, ou uma escultura do Aleijadinho vendida na beira da estrada junto a anjos feitos com material barato. Tão óbvio, e no entanto há um mundaréu de gente que satisfaz sua curiosidade bisbilhotando a vida alheia, e se contentam com isso. Estão bem informados sobre a novela, sobre a intimidade dos artistas, sobre as fofocas do seu seleto grupo de amigos, e isso é suficiente para preencher-lhes o espírito.
Qualquer outra informação adicional, arte, literatura, música, filosofia, é papo de intelectual, e intelectual no sentido mais pejorativo do termo. Só é possível valorizar aquilo que foi estudado e percebido em sua grandeza. Se eu não me informo sobre o valor histórico de uma moeda que circulava na época dos otomanos, ela passa a ser apenas uma pequena esfera enferrujada que eu não juntaria do chão. Se eu não conheço o significado que teve uma muralha para a defesa de grandes impérios, ela vira apenas um muro passível de pichação. Se eu não reconheço certos traços artísticos, um vitral de Chagall passará tão despercebido quanto o vitral de um banheiro de restaurante. Podemos viver muito bem sem cultura, mas a vida perde em encantamento. Vale para pessoas também. Sempre que a gente se conforma com meia dúzia de informações a respeito de alguém- signo, idade, estado civil, time, partido e profissão - perdemos a chance de admirá-lo. Gostamos de muitas pessoas, mas quantas delas a gente admira de verdade? Só aquelas que tivemos a sorte de conhecer mais profundamente. A ignorância parcial é comum, não há como a gente armazenar milhões de informações, mas ignorância absoluta é preguiça. Faz tudo e todos parecerem iguais. E a vida se torna mais fútil.


COMO AS OSTRAS

Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas.
Pérolas são produtos da dor, resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior das ostras, como um parasita ou um grão de areia.
Na parte interna da concha é encontrada uma substância chamada nácar. Quando o grão de areia penetra as células do nácar, estas começam a trabalhar e a cobrir o grão com camadas para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola vai se formando ali no seu interior.
Uma ostra que nunca foi ferida nunca vai produzir pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.
Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de alguém?
Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?
Suas idéias já foram rejeitadas ou mal interpretadas? Já sentiu duros golpes de preconceito? Já recebeu o troco da indiferença?
Então, produziu uma pérola.


CUBRA SUAS MÁGOAS COM VÁRIAS CAMADAS DE AMOR.

Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de sentimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, deixando as feridas abertas, alimentando-as com sentimentos pequenos, não permitindo que cicatrizem.
Assim, na prática, o que vemos são muitas 'ostras vazias', não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor.

FABRIQUE PÉROLAS VOCÊ TAMBÉM!


O Mundo

Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir ao céu.Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.- O mundo é isso - revelou. - Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo.
Eduardo Galeano

terça-feira, 15 de setembro de 2009

PARA MINHAS AMIGAS DE VERDADE

Quando eu era pequena, acreditava no conceito de uma melhor amiga.
Depois, como mulher, descobri que se você permitir que seu coração se abra, você encontrará o melhor em muitas amigas.

É preciso uma amiga quando você está com problemas com seu homem. É preciso outra amiga quando você está com problemas com sua mãe. Uma outra quando você quer fazer compras, compartilhar, curar, ferir, brincar ou apenas ser. Uma amiga dirá 'vamos orar', uma outra 'vamos chorar', outra 'vamos lutar' outra 'vamos fugir'.

Uma amiga atenderá às suas necessidades espirituais, uma outra à sua loucura por sapatos, uma outra à sua paixão por filmes, outra estará com você em seus períodos confusos, outra será a luz e uma outra será o vento sob suas asas.

Mas onde quer que ela se encaixe em sua vida, independente da ocasião, do dia ou de quando você precisa, seja com seus tênis e cabelos presos, ou para impedir que você faça uma loucura... todas essas são suas melhores amigas.

Elas podem ser concentradas em uma única mulher ou em várias... uma do ginásio, uma do colegial, várias dos anos de faculdade, algumas de antigos empregos, algumas da igreja, outras do grupo de canto coral, em alguns dias sua mãe, em alguns dias sua vizinha, em outros suas irmãs, e em outros suas filhas.


Assim, podem ter sido 20 minutos ou 20 anos o tempo que essas mulheres passaram e fizeram a diferença em sua vida.

Obrigada por fazerem parte do meu círculo de mulheres maravilhosas que fizeram e ainda fazem a diferença em minha vida.

Um beijo na alma
de cada uma.
Simone.
19/09/2009
1 ano de Clube da Virgula.