sexta-feira, 30 de julho de 2010

MUDE PARA A VÍRGULA

- Quero vender-lhe uma vírgula.
- Uma vírgula? – perguntei eu, pasmo. E ele completou:
- Sim, uma vírgula para que continue a escrever seus textos, pois um homem sem vírgulas é um homem sem história.
A partir deste momento, meus olhos se abriram. Descobri que sempre usara a teoria dos pontos finais em minha história e não a teoria das vírgulas. Alguém me frustrará? Eliminava-o, colocava um ponto final no relacionamento. Alguém me feria? Anulava-o. Enfrentava um obstáculo? Mudava de trajetória. Meu projeto estava com problemas? Substituía-o. Sofria uma perda? Virava as costas.
[...]Quem elimina todos ao seu redor um dia será implacável consigo mesmo. E esse dia chegara. Mas felizmente encontrei esse enigmático homem e entendo que é possível conviver, sem vírgulas, com cachorros, gatos e até com cobras, mas não com humanos. Frustrações, decepções, traições, injúrias, conflitos fazem parte do nosso cardápio existencial, pelo menos do meu e de quem conheço. E as vírgulas são imprescindíveis.

 O vendedor de sonhos. Augusto Cury. p. 25

By M.N.M.


terça-feira, 20 de julho de 2010

AMIGAS

♪ Amigas que eu trago,
no meu coração.
Que nunca me deixam,
sentir solidão. ♪



Wando/Nando Reis

By M.N.M.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Meninas do clubinho

Vida
Crescimento
Gargalhadas
Amigas
Muito Amigas
Só elas....essas amigas
Noite enluarada
Céu estrelado
Noite de chuva...
Estamos sempre lá.
Salada de broto, pepino japones...
Sushi...
Pizzaaaa, hummmm
Chá
Companhia
Ombro
Colo
Encontro
Saudades
Dança
Gente que gosta de conversar
Pessoas sem Medo, sem preconceito
Um porto de abrigo
Gostar (de mim, de nós, deles, delas)
Sabe que...
Eu amo voces amigas do clubinho.


Um beijo na alma.
Si

domingo, 11 de julho de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Falar dos Outros

Você já reparou o quanto às pessoas falam dos outros?
Falam de tudo.
Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzices, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos.
Sobretudo falam do comportamento.
E falam porque supõem saber.
Mas não sabem.
Porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente.
Se sentissem não falariam.
Só pode falar da dor de perder um filho, um pai que já perdeu, ou a mãe já ferida por tal amputação de vida.
Dou esse exemplo extremo porque ele ilustra melhor.
As pessoas falam da reação das outras e do comportamento delas quase sempre sem jamais terem sentido o que elas sentiram.
Mas sentir o que o outro sente não significa sentir por ele.
Isso é masoquismo.
Significa perceber o que ele sente e ser suficientemente forte para ajudá-lo exatamente pela capacidade de não se contaminar com o que o machucou.
Se nos deixarmos contaminar (fecundar?) pelo sentimento que o outro está sentindo, como teremos forças para ajudá-lo?
Só quem já foi capaz de sentir os muitos sentimentos do mundo é capaz de saber algo sobre as outras pessoas e aceitá-las, com tolerância.
Sentir os muitos sentimentos do mundo não é ser uma caixa de sofrimentos.
Isso é ser infeliz.
Sentir os muitos sentimentos do mundo é abrir-se a qualquer forma de sentimento.
É analisá-los interiormente, deixar todos os sentimentos de que somos dotados fluir sem barreiras, sem medos, os maus, os bons, os pérfidos, os sórdidos, os baixos, os elevados, os mais puros, os melhores, os santos.
Só quem deixou fluir sem barreiras, medos e defesas todos os próprios sentimentos, pode sabê-los, de senti-los no próximo.
Espere florescer a árvore do próprio sentimento.
Vivendo, aceitando as podas da realidade e se possível fecundando.
A verdade é que só sabemos o que já sentimos.
Podemos intuir, perceber, atinar; podemos até, conhecer. Mas saber jamais.
Só se sabe aquilo que já se sentiu.
Autor Arthur da Távola.

Mentes grandes discutem idéias;
Mentes medianas discutem eventos;
Mentes pequenas discutem pessoas...