quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Momentos Mágicos

Ultimo encontro
21/11/2009
A melhor terapia
Martha Medeiros 23/12/2005
Como tudo na vida é meio verdade e meio mentira, eu faço terapia, sim, mas não na frente de um analista, de um computador. Faço na frente da pia Como é que é? Você nunca fez análise?? "Pra valer, não", respondo timidamente, como se fosse uma mácula irreparável no meu currículo, como se eu fosse a pessoa mais desinteressante do universo. "Minha terapia é escrever" - nada como um clichê para nos socorrer nestas horas. Como tudo na vida, é meio verdade e meio mentira, porque eu faço terapia, sim, mas não na frente de um analista e nem na frente do computador. Faço na frente da pia. Não tenho o menor talento para tarefas domésticas. Se quiser acabar com o meu dia é só pedir para eu arrumar uma cama. Não cozinho, não limpo vidros, não tiro o pó e, lógico, trato minha empregada melhor do que trato minha mãe. Mas de vez em quando eu amarro um avental na cintura e assumo a pia com gosto: não existe terapia melhor do que lavar louça. De vez em quando, quando? Ora, toda vez que estou com a cabeça emaranhada de pensamentos inúteis, que estou encardida mentalmente, que estou com dificuldade de clarear as idéias. Nestas horas, pego esponja e detergente e começo a lavar todos os copos e pratos empilhados na bancada da cozinha, e de repente é como se eu desaguasse ralo abaixo todas as minhas dúvidas e inquietações. Lavo louça e vou lavando junto os neurônios, as idéias vão ficando mais límpidas, transparentes, dou fim à gordura que se acumula na minha massa cinzenta e, ao término do serviço, a cabecinha fica pronta pra ser usada de novo, tinindo como um cristal. É bem verdade que as mãos ficam ressecadas, mas um bom hidratante sai mais barato que uma consulta no psiquiatra. Brincadeira, nada substitui um profissional. Para quem está com algum conflito paralisante ou em depressão profunda, de nada vai adiantar lavar a panela mais encrostada. Mas para quem quer apenas um tempo para poder pensar quieta sem ouvir o barulho da tevê e sem ter ninguém em volta fazendo solicitações, a pia é o divã perfeito. Você já estará ocupada o suficiente, todos em casa serão compreensivos e lhe deixarão em paz. E ainda agradecerão a mãe e mulher prestativa que você é. Eu disse que não fazia análise. Mas nunca disse que não era maluca.

TERRA É SAGRADA

Trechos da carta enviada em 1854 pelo chefe índio Seattle ao então presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce, que pretendia comprar uma imensa faixa territorial de sua tribo, prometendo em troca uma "reserva".
Como podereis comprar ou vender o céu, o calor, a terra? Se nós possuíssemos o frescor do ar e o frescor da água, de que maneira poderia Vossa Excelência comprá-los? Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada espinho do pinheiro, cada rio murmurante, cada bruma nos bosques, cada clareira, cada zumbido de insetos é sagrado na lembrança e na vivência de meu povo.
A seiva que corre nas árvores lembra meu povo. Nós somos uma parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos.
As rochas escarpadas, o aroma das pradarias, o ímpeto de nossos cavalos e o homem - todos são da mesma família.
Assim, o Grande Chefe de Washington, mandando dizer que quer comprar nossa terra, está pedindo demais a nós, índios. Manda o Grande Chefe dizer que nos reservará lugares onde poderemos viver confortavelmente entre nós. Ele será nosso pai e, nós, seus filhos. Prometemos pensar na vossa idéia de comprar nossa terra.
Mas não será fácil, pois esta terra para nós é sagrada. A água cintilante que corre nos riachos e rios não é só água, mas, também, o sangue de nossos ancestrais. Os rios são nossos irmãos. Eles saciam nossa sede, levam nossas canoas e alimentam nosso filhos. Se nós vendermos nossa terra, vós deveis vos lembrar e ensinar a vossos filhos que os rios são nossos irmãos e também vossos, e vós deveis doravante dar aos rios a ternura que mostrais por um irmão.
Sabemos que o homem branco não entende nossos costumes. Um pedaço de terra, para ele é igual ao pedaço de terra vizinha, pois é um estranho que chega, às escuras, e se apossa da terra de que tem necessidade.
A terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, uma vez conquistada, o homem branco vai mais longe. Seu apetite arrasará a terra e não deixará nela mais que um deserto.
Não sei, nossos costumes são diferentes dos vossos. A imagem de vossas cidades faz mal aos olhos do homem vermelho. Mas, isso talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não entende.
Não há mais lugar calmo nas cidades do homem branco, a barulheira parece estourar os ouvidos. O índio prefere o doce assovio do vento, lançando-se como uma flecha sobre o espelho de um lago e o aroma do vento, molhado pela chuva do dia ou perfumado pelo pinheiro.
O ar é precioso ao homem vermelho, pois todas as coisas participam do mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, eles dividem todos o mesmo sopro. O homem branco parece não lembrar do ar que respira. O vento, que deu a nosso avô seu primeiro fôlego, recebeu, também, seu último suspiro.
Pensaremos, portanto, na vossa oferta de comprar as nossas terras.
Mas, se decidirmos aceitá-la, eu porei uma condição: o homem branco deverá tratar os animais selvagens como irmãos. Vi mais de mil bizontes apodrecendo nos campos, abandonados pelo homem branco, que os abateu de um trem que passava.
O que é o homem sem os animais? Se os animais desaparecem, o homem morrerá dentro de uma grande solidão. Ensinai também, a vossos filhos, aquilo que ensinamos aos nossos: que a terra é nossa mãe.
Dizei a eles que a respeitem, pois tudo que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no chão, eles cospem sobre eles mesmos. Ao menos sabemos isto: a terra não é do homem; o homem pertence a terra. Todas as coisas são dependentes. Não foi o homem que teceu a teia de sua vida, ele não passa de um fio dessa teia. Tudo que ele fizer para essa teia estará fazendo para si mesmo.
Há uma coisa que sabemos e que o homem branco descobrirá, talvez, um dia: é que nosso deus é o mesmo Deus e sua piedade é igual para o homem vermelho e o branco. Esta terra lhe é preciosa e danificá-la é cumular de desprezo seu Criador.

VIVER DESPENTEADA

Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade… O mundo é louco, definitivamente louco…O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro. O sol que ilumina o teu rosto enruga. E o que é realmente bom dessa vida, despenteia… - Amar, despenteia.- Rir às gargalhadas, despenteia.- Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.- Trocar de roupa, despenteia.- Beijar a pessoa amada, despenteia.- Brincar, despenteia.- Cantar até ficar sem ar, despenteia.- Dançar até duvidar se foi boa ideia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível…Então, como sempre, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo bagunçado… mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida. É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa do que aquela que decide não subirPode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora, O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria… e talvez deveria seguir as instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz? Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita… A pessoa mais bonita que posso ser!O que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser.Por isso, minha recomendação a todas as mulheres: Entregue-se, coma coisas gostosas, beije, abrace, dance, apaixone-se, relaxe, viaje, pule, durma tarde, acorde cedo, corra, voe, cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável, admire a paisagem, aproveite, e acima de tudo, deixa a vida te despentear!!!!O pior que pode passar é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

SURPRESAS

Terapia de Grupo
4º Encontro 11/11/09

SURPRESAS

Gostava de surpresas. Surpresas simples, com aparências de bobas.
Minha mãe costumava brincar de surpresas. Fazer surpresa para os filhos. Ela surpreendia a todos nós, diariamente. De repente, abríamos os cadernos e encontrávamos recados, bilhetes e, às vezes, verdadeiros torpedos, escritos por minha mãe.
Num cantinho do caderno, em folhinhas pequeninas dentro dos livros, em dobraduras dentro de nossos bolsos e calças ou camisas, nas bolsas escolares e também nas gavetas de roupas. Até em minhas cuecas encontrei papeletas com um “Cuide-se”. Dentro dos sapatos e tênis, era comum descobrirmos bilhetinhos do tipo “Que pé macio e cheiroso! Lembre-se do talco, querido.” Nos bolsos das camisas: “Comigo vai ficar mais bonito”. Quando púnhamos as mãos nos bolsos das calças, lá estavam os papeizinhos, dobradinhos, cheios de palavras de elogio, afeto, carinho e lembranças para lavar as mãos e limpar as unhas. Ou simplesmente a marca do beijo da boca de minha mãe impressa no papel com o batom. E ainda pétalas de rosas sequinhas.
Mas, das surpresas, a de que eu mais gostava era a das misturas no arroz. Minha mãe herdara de minha avó essa mania de fazer o arroz misturado. Arroz com cenouras. Arroz com espinafre. Arroz com bananas. Arroz com miúdos de galinha. Arroz com mexidinho de ovos. Arroz com pétalas de rosas. Arroz com torresmo de porco. Arroz com milho. Arroz com pedacinhos fritos de aipim. Cada dia uma surpresa no arroz. Eu ia para a mesa na expectativa do arroz. Era sempre uma boa surpresa. Até quando era o arroz com beterraba. O arroz misturado era sedutor. Abria o apetite. E como era bom o baião-de-dois, o maria-isabel, o carreteiro, o com passas ao vinho e tantos outros.
Outro dia eu fiz arroz com pedacinhos de abacaxi. Uma delícia o arroz misturado, principalmente se for surpresa. Outra boa surpresa é abrir a carteira e encontrar uma folhinha colorida com um poema de letrinhas bem redondinhas. Surpresa, surpresa mesmo é o freqüente bilhetinho com o “Amo você” no fundo das meias.

Texto extraído do Livro: Lembranças Amorosas. Francisco Gregório Filho.

sábado, 7 de novembro de 2009

A Cor Dos Amigos

Terapia de Grupo
3°Encontro 05/11/09

ACORDAR

Você sabe o que significa a palavra “acordar”?

Vamos fazer uma brincadeira e separar em sí­labas a palavra acordar:
A-cor-dar
Viu? Significa dar a cor, colocar o coração em tudo que faz.
Existem pessoas que acordam í s 6:00 horas da tarde.É isso mesmo!
Pela manhã caem da cama, são jogadas da cama, mas passam o dia todo dormindo.E existem alguns, acredite, que passam a vida toda e não conseguem acordar.
Eu tive um amigo que acordou aos 54 anos de idade. Ele me disse:Descobri que estou na profissão errada!
E ele já estava se aposentando…Imagine o trauma que esse amigo criou para si, para os colegas de trabalho, para a sua famí­lia!
Foi infeliz durante toda a sua vida profissional porque simplesmente “não acordou”.
Eu, na época, era muito jovem, mas compreendi bem o que ele estava me ensinando naquele momento.Por mais cinzento que possa estar sendo o dia de hoje, ele tem exatamente a cor que dou a ele. Sabe por quê?

Porque a vida tem a cor que “a gente pinta”.

O engraçado é que os dias são todos exclusivos.
Cada dia é um novo dia, ninguém o viveu.
Ele está ali, esperando que eu e você façamos com que ele seja o melhor da nossa vida.
Os meus dias são os mais lindos da face da terra porque eu os faço os mais lindos da face da terra.

Dê a você a oportunidade de “a-cor-dar” todos os dias e compartilhar com os outros o que Deus nos dá de melhor:



O privilégio de fazer os outros felizes!
Autor desconhecido

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Abraçando a Imperfeição

Abraçando a imperfeição

Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro.
Naquela noite longínqua, minha mãe pôs um prato de ovos, tomates e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.
Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:
" - Baby, eu adoro torrada queimada..."
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada.. Ele me envolveu em seus braços e me disse:
" - Companheiro, sua mãe teve hoje, um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou um melhor empregado, ou cozinheiro!"
O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.
Essa é a minha oração para você, hoje. Que possa aprender a levar o bem, o mal, as partes feias de sua vida colocando-as aos pés do Espírito. Porque afinal, ele é o único que poderá lhe dar uma relação na qual uma torrada queimada não seja um evento destruidor."
De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos e com amigos.
Não ponha a chave de sua felicidade no bolso de outra pessoa, mas no seu próprio.
Veja pelos olhos de DEUS e sinta pelo coração dele; você apreciará o calor de cada alma, incluindo a sua.
"As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir."
Achei essa mensagem, verdadeiramente uma lição de vida e que todos nós merecemos vê-la, pois como seres humanos, somos infinitamente, falhos e imperfeitos.

Um grande abraço!

Helena

terça-feira, 3 de novembro de 2009

LEMBRANÇAS/Arte Terapia

Terapia de Grupo/2º Encontro/02.11.2009


O que faz você feliz?

A lua, a praia, o mar.Uma rua, passear. Um doce, uma dança, um beijo. Ou goiabada com queijo.
Afinal, o que faz você feliz?
Chocolate, paixão, dormir cedo, acordar tarde. Arroz com feijão, matar a saudade. O aumento, a casa, o carro que você sempre quis.
Ou são os sonhos que te fazem feliz?
Dormir na rede, matar a sede. Ler ou viver um romance.
O que faz você feliz?
Um lápis, uma letra, uma conversa boa. Um cafuné, café com leite, rir a toa. Um pássaro, um parque, um chafariz.
Ou será o choro que te faz feliz?
A pausa para pensar. Sentir o vento, esquecer o tempo. O céu, o sol, um som. A pessoa, ou o lugar?
Agora me diz, o que faz você feliz?
Aquela comida caseira. Arroz com feijão, brincar a tarde inteira. O molho do macarrão. Ou é o cheiro da cebola fritando que faz você feliz?
O papo com a vizinha. O bife, a batatinha. A goiabada com queijo. Um doce ou um desejo.
Afinal, o que faz você feliz?
Ficar de bobeira. Assaltar a geladeira. Comer frango com a mão. Tomar água na garrafa. Passar azeite no pão.
Ou é namorar a noite inteira que faz você feliz?
Rir e brindar à toa. Um filme, uma conversa boa. Fazer um dia normal virar uma noite especial. Afinal, o que faz você feliz?
Comer morango com a mão. Pôr açúcar no abacate. Brincar com o melão. Goiaba, romã, jabuticaba.
Ou é o gostinho de infância que te faz feliz?
Cuspir sementes de melancia. Falar besteira. Ficar sem fazer nada. Plantar bananeira. Ou comer banana amassada.
Afinal, o que faz você feliz?


"Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...
Enquanto durar"