Ultimo encontro
21/11/2009
A melhor terapia
Martha Medeiros 23/12/2005
Como tudo na vida é meio verdade e meio mentira, eu faço terapia, sim, mas não na frente de um analista, de um computador. Faço na frente da pia Como é que é? Você nunca fez análise?? "Pra valer, não", respondo timidamente, como se fosse uma mácula irreparável no meu currículo, como se eu fosse a pessoa mais desinteressante do universo. "Minha terapia é escrever" - nada
como um clichê para nos socorrer nestas horas. Como tudo na vida, é meio verdade e meio mentira, porque eu faço terapia, sim, mas não na frente de um analista e nem na frente do computador. Faço na frente da pia. Não tenho o menor talento para tarefas domésticas. Se quiser acabar com o meu dia é só pedir para eu arrumar uma cama. Não cozinho, não limpo vidros, não tiro o pó e, lógico, trato minha empregada melhor do que trato minha mãe. Mas de vez em quando eu amarro um avental na cintura e assumo a pia com gosto: não existe terapia melhor do que lavar louça. De vez em quando, quando? Ora, toda vez que estou com a cabeça emaranhada de pensamentos inúteis, que estou encardida mentalmente, que estou com dificuldade de clarear as idéias. Nestas horas, pego
esponja e detergente e começo a lavar todos os copos e pratos empilhados na bancada da cozinha, e de repente é como se eu desaguasse ralo abaixo todas as minhas dúvidas e inquietações. Lavo louça e vou lavando junto os neurônios, as idéias vão ficando mais límpidas, transparentes, dou fim à gordura que se acumula na minha massa cinzenta e, ao término do serviço, a cabecinha fica pronta pra ser usada de novo, tinindo como um cristal. É bem verdade que as mãos ficam ressecadas, mas um bom hidratante sai mais barato que uma consulta no psiquiatra. Brincadeira, nada substitui um profissional. Para quem está com algum conflito paralisante ou em depressão profunda, de nada vai adiantar lavar a panela mais encrostada. Mas para quem quer apenas um tempo para
poder pensar quieta sem ouvir o barulho da tevê e sem ter ninguém em volta fazendo solicitações, a pia é o divã perfeito. Você já estará ocupada o suficiente, todos em casa serão compreensivos e lhe deixarão em paz. E ainda agradecerão a mãe e mulher prestativa que você é. Eu disse que não fazia análise. Mas nunca disse que não era maluca.
como um clichê para nos socorrer nestas horas. Como tudo na vida, é meio verdade e meio mentira, porque eu faço terapia, sim, mas não na frente de um analista e nem na frente do computador. Faço na frente da pia. Não tenho o menor talento para tarefas domésticas. Se quiser acabar com o meu dia é só pedir para eu arrumar uma cama. Não cozinho, não limpo vidros, não tiro o pó e, lógico, trato minha empregada melhor do que trato minha mãe. Mas de vez em quando eu amarro um avental na cintura e assumo a pia com gosto: não existe terapia melhor do que lavar louça. De vez em quando, quando? Ora, toda vez que estou com a cabeça emaranhada de pensamentos inúteis, que estou encardida mentalmente, que estou com dificuldade de clarear as idéias. Nestas horas, pego
esponja e detergente e começo a lavar todos os copos e pratos empilhados na bancada da cozinha, e de repente é como se eu desaguasse ralo abaixo todas as minhas dúvidas e inquietações. Lavo louça e vou lavando junto os neurônios, as idéias vão ficando mais límpidas, transparentes, dou fim à gordura que se acumula na minha massa cinzenta e, ao término do serviço, a cabecinha fica pronta pra ser usada de novo, tinindo como um cristal. É bem verdade que as mãos ficam ressecadas, mas um bom hidratante sai mais barato que uma consulta no psiquiatra. Brincadeira, nada substitui um profissional. Para quem está com algum conflito paralisante ou em depressão profunda, de nada vai adiantar lavar a panela mais encrostada. Mas para quem quer apenas um tempo para
poder pensar quieta sem ouvir o barulho da tevê e sem ter ninguém em volta fazendo solicitações, a pia é o divã perfeito. Você já estará ocupada o suficiente, todos em casa serão compreensivos e lhe deixarão em paz. E ainda agradecerão a mãe e mulher prestativa que você é. Eu disse que não fazia análise. Mas nunca disse que não era maluca. TERRA É SAGRADA
Trechos da carta enviada em 1854 pelo chefe índio Seattle ao então presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce, que pretendia comprar uma imensa faixa territorial de sua tribo, prometendo em troca uma "reserva".
Como podereis comprar ou vender o céu, o calor, a terra? Se
nós possuíssemos o frescor do ar e o frescor da água, de que maneira poderia Vossa Excelência comprá-los? Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada espinho do pinheiro, cada rio murmurante, cada bruma nos bosques, cada clareira, cada zumbido de insetos é sagrado na lembrança e na vivência de meu povo.
A seiva que corre nas árvores lembra meu povo. Nós somos uma parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos.
As rochas escarpadas, o aroma das pradarias, o ímpeto de nossos cavalos e o homem - todos são da mesma família.
Assim, o Grande Chefe de Washington, mandando dizer que quer comprar nossa terra, está pedindo demais a nós, índios. Manda o Grande Chefe dizer que nos reservará lugares onde poderemos viver confortavelmente entre nós. Ele será nosso pai e, nós, seus filhos. Prometemos pensar na vossa idéia de comprar nossa terra.
Mas não será fácil, pois esta terra para nós é sagrada. A água cintilante que corre nos riachos e
rios não é só água, mas, também, o sangue de nossos ancestrais. Os rios são nossos irmãos. Eles saciam nossa sede, levam nossas canoas e alimentam nosso filhos. Se nós vendermos nossa terra, vós deveis vos lembrar e ensinar a vossos filhos que os rios são nossos irmãos e também vossos, e vós deveis doravante dar aos rios a ternura que mostrais por um irmão.
Sabemos que o homem branco não entende nossos costumes. Um pedaço de terra, para ele é igual ao pedaço de terra vizinha, pois é um estranho que chega, às escuras, e se apossa da terra de que tem necessidade.
A terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, uma vez conquistada, o homem branco vai mais longe. Seu apetite arrasará a terra e não deixará nela mais que um deserto.
Não sei, nossos costumes são diferentes dos vossos. A imagem de vossas cidades faz mal aos olhos do homem vermelho. Mas, isso talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não entende.
Não há mais lugar calmo nas cidades do homem branco, a barulheira parece estourar os ouvidos. O índio prefere o doce assovio do vento, lançando-se como uma flecha sobre o espelho de um lago e o aroma do vento, molhado pela chuva do dia ou perfumado pelo pinheiro.
O ar é precioso ao homem vermelho, pois todas as coisas participam do mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, eles dividem todos o mesmo sopro. O homem branco parece não lembrar do ar que respira. O vento, que deu a nosso avô seu primeiro fôlego, recebeu, também, seu último suspiro.
Pensaremos, portanto, na vossa oferta de comprar as nossas terras.
Mas, se decidirmos aceitá-la, eu porei uma condição: o homem branco deverá tratar os animais selvagens como irmãos. Vi mais de mil bizontes apodrecendo nos campos, abandonados pelo homem branco, que os abateu de um trem que passava.
O que é o homem sem os animais? Se os animais desaparecem, o homem morrerá dentro de uma grande solidão. Ensinai também, a vossos filhos, aquilo que ensinamos aos nossos: que a terra é nossa mãe.
Dizei a eles que a respeitem, pois tudo que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no chão, eles cospem sobre eles mesmos. Ao menos sabemos isto: a terra não é do homem; o homem pertence a terra. Todas as coisas são dependentes. Não foi o homem que teceu a teia de sua vida, ele não passa de um fio dessa teia. Tudo que ele fizer para essa teia estará fazendo para si mesmo.
Há uma coisa que sabemos e que o homem branco descobrirá, talvez, um dia: é que nosso deus é o mesmo Deus e sua piedade é igual para o homem vermelho e o branco. Esta terra lhe é preciosa e danificá-la é cumular de desprezo seu Criador.
Trechos da carta enviada em 1854 pelo chefe índio Seattle ao então presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce, que pretendia comprar uma imensa faixa territorial de sua tribo, prometendo em troca uma "reserva".
Como podereis comprar ou vender o céu, o calor, a terra? Se
nós possuíssemos o frescor do ar e o frescor da água, de que maneira poderia Vossa Excelência comprá-los? Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada espinho do pinheiro, cada rio murmurante, cada bruma nos bosques, cada clareira, cada zumbido de insetos é sagrado na lembrança e na vivência de meu povo.A seiva que corre nas árvores lembra meu povo. Nós somos uma parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos.
As rochas escarpadas, o aroma das pradarias, o ímpeto de nossos cavalos e o homem - todos são da mesma família.
Assim, o Grande Chefe de Washington, mandando dizer que quer comprar nossa terra, está pedindo demais a nós, índios. Manda o Grande Chefe dizer que nos reservará lugares onde poderemos viver confortavelmente entre nós. Ele será nosso pai e, nós, seus filhos. Prometemos pensar na vossa idéia de comprar nossa terra.
Mas não será fácil, pois esta terra para nós é sagrada. A água cintilante que corre nos riachos e
rios não é só água, mas, também, o sangue de nossos ancestrais. Os rios são nossos irmãos. Eles saciam nossa sede, levam nossas canoas e alimentam nosso filhos. Se nós vendermos nossa terra, vós deveis vos lembrar e ensinar a vossos filhos que os rios são nossos irmãos e também vossos, e vós deveis doravante dar aos rios a ternura que mostrais por um irmão.Sabemos que o homem branco não entende nossos costumes. Um pedaço de terra, para ele é igual ao pedaço de terra vizinha, pois é um estranho que chega, às escuras, e se apossa da terra de que tem necessidade.
A terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, uma vez conquistada, o homem branco vai mais longe. Seu apetite arrasará a terra e não deixará nela mais que um deserto.
Não sei, nossos costumes são diferentes dos vossos. A imagem de vossas cidades faz mal aos olhos do homem vermelho. Mas, isso talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não entende.
Não há mais lugar calmo nas cidades do homem branco, a barulheira parece estourar os ouvidos. O índio prefere o doce assovio do vento, lançando-se como uma flecha sobre o espelho de um lago e o aroma do vento, molhado pela chuva do dia ou perfumado pelo pinheiro.
O ar é precioso ao homem vermelho, pois todas as coisas participam do mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, eles dividem todos o mesmo sopro. O homem branco parece não lembrar do ar que respira. O vento, que deu a nosso avô seu primeiro fôlego, recebeu, também, seu último suspiro.
Pensaremos, portanto, na vossa oferta de comprar as nossas terras.
Mas, se decidirmos aceitá-la, eu porei uma condição: o homem branco deverá tratar os animais selvagens como irmãos. Vi mais de mil bizontes apodrecendo nos campos, abandonados pelo homem branco, que os abateu de um trem que passava.
O que é o homem sem os animais? Se os animais desaparecem, o homem morrerá dentro de uma grande solidão. Ensinai também, a vossos filhos, aquilo que ensinamos aos nossos: que a terra é nossa mãe.
Dizei a eles que a respeitem, pois tudo que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no chão, eles cospem sobre eles mesmos. Ao menos sabemos isto: a terra não é do homem; o homem pertence a terra. Todas as coisas são dependentes. Não foi o homem que teceu a teia de sua vida, ele não passa de um fio dessa teia. Tudo que ele fizer para essa teia estará fazendo para si mesmo.
Há uma coisa que sabemos e que o homem branco descobrirá, talvez, um dia: é que nosso deus é o mesmo Deus e sua piedade é igual para o homem vermelho e o branco. Esta terra lhe é preciosa e danificá-la é cumular de desprezo seu Criador.
VIVER DESPENTEADA
Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade… O mundo é louco, definitivamente louco…O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro. O sol que ilumina o teu rosto enruga. E o que é realmente bom dessa vida, despenteia… - Amar, despenteia.- Rir às gargalhadas, despenteia.- Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.- Trocar de roupa, despenteia.- Beijar a pessoa amada, despenteia.- Brincar, despenteia.- Cantar até ficar sem ar, despenteia.- Dançar até duvidar se
foi boa ideia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível…Então, como sempre, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo bagunçado… mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida. É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa do que aquela que decide não subirPode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora, O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria… e talvez deveria seguir as instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz? Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita… A pessoa mais bonita que posso ser!O que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser.Por isso, minha recomendação a todas as mulheres:
Entregue-se, coma coisas gostosas, beije, abrace, dance, apaixone-se, relaxe, viaje, pule, durma tarde, acorde cedo, corra, voe, cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável, admire a paisagem, aproveite, e acima de tudo, deixa a vida te despentear!!!!O pior que pode passar é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo...
foi boa ideia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível…Então, como sempre, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo bagunçado… mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida. É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa do que aquela que decide não subirPode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora, O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria… e talvez deveria seguir as instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz? Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita… A pessoa mais bonita que posso ser!O que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser.Por isso, minha recomendação a todas as mulheres:
Entregue-se, coma coisas gostosas, beije, abrace, dance, apaixone-se, relaxe, viaje, pule, durma tarde, acorde cedo, corra, voe, cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável, admire a paisagem, aproveite, e acima de tudo, deixa a vida te despentear!!!!O pior que pode passar é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo...